JOAN GARRIGA_DANÇAS A DOIS – Workshop de constelações familiares sobre temas de casal

JOAN GARRIGA_DANÇAS A DOIS – Workshop de constelações familiares sobre temas de casal

JOAN GARRIGA_DANÇAS A DOIS – Workshop de constelações familiares sobre temas de casal

Neste workshop o trabalho de constelações terá por foco o campo das relações de casal. Teremos a oportunidade de aprender com Joan Garriga sobre a aplicação desta abordagem para a clarificação e resolução de dificuldades, de assuntos conflituais recorrentes e/ou que se demonstram muito resistentes à mudança.
Este workshop é prático-vivencial, estimulando a aprendizagem sobre a teoria e a filosofia que fundamentam esta técnica a partir e através da vivência pessoal. Tem ainda em vista gerar aprendizagens sobre a relação de ajuda, com utilidade para terapeutas, profissionais da ajuda e facilitadores de constelações.
Joan Garriga desenvolve o workshop recorrendo a diversas técnicas e actividades – trabalho de constelações, dinâmicas de grupo, meditações e exposição verbal de temas -, centrando-se sempre nas dinâmicas e processos que ocorrem no grupo naquele momento. Haverá também espaço para perguntas.
O evento é unicamente presencial e é aberto a qualquer pessoa interessada em conhecer e experimentar esta técnica transformadora.

JOAN GARRIGA _ DANÇAS A DOIS – Formação Intensiva

JOAN GARRIGA _ DANÇAS A DOIS – Formação Intensiva

DANÇAS A DOIS – Formação Intensiva de constelações sobre temas de casa

Esta formação de formato intensivo incidirá sobre temas da relação de casal, abordados através das constelações familiares. Joan Garriga demonstrará de que forma faz uso desta técnica para  ajudar a clarificar e a resolver dificuldades, assuntos conflituais recorrentes ou que se demonstram muito resistentes à mudança.
Esta é uma formação totalmente dirigida por Joan Garriga, de carácter teórico-prático e vivencial; os participantes terão a oportunidade de trabalhar assuntos da sua relação, seja através de um trabalho de constelação, de exercícios com outros participantes ou através do envolvimento nas dinâmicas e processos que ocorrem no grupo.

A quem interessa esta formação
Esta formação foi pensada para psicólogos, terapeutas, profissionais da educação e trabalho social, profissionais de ajuda em geral e qualquer pessoa que deseje aprofundar a sua compreensão sobre aspectos essenciais da relação de casal.

Objectivos
Incorporar modelos e perspectivas que facilitem a intervenção na relação de casal, tanto para quem trabalha com constelações como quem trabalha com outras abordagens.
Aprofundar a compreensão e encontrar pontos de transformação, tanto a nível profissional como pessoal.
Obter ferramentas para acompanhar outras pessoas em processos de casal.
Ajudar a que as pessoas se transformem no sentido do “bom amor” nas suas questões de casal, o qual traz realização, vitalidade e bem-estar.

Conteúdos programáticos
O casal, um campo sistémico complexo e subtil. As danças relacionais.
O casal ao serviço da vida. Reconhecer o seu próprio caminho.
Potencialidades e dificuldades. Os padrões afectivos primários com os pais.
“Tomar as moedas”.
Abordagem das principais feridas que actuam no fundo dos problemas: feridas sistémicas e transgeracionais, feridas da infância, feridas da vida adulta de cada um e do próprio percurso do casal.
Os esquemas afectivos nutritivos: o “bom amor”; os esquemas afectivos desvitalizantes: o “mau amor”.
Os pactos implícitos no casal. Preservação do status quo, flexibilidade e criatividade.
As dimensões do amor no casal. Tanto mais rico quanto mais dimensões inclua.
Os factos determinantes: sob a forma de dons, desafios, oportunidades e aflições.
A interacção adulta no casal.
O casal em relação aos seus filhos e às suas famílias de origem.
Compromisso e entrega.
Terceiros no casal.
Energia de vida e energia de morte no casal.
Reflexão sobre as constelações efectuadas e as suas dinâmicas.

 

Quando um mais um somam mais que dois

Quando um mais um somam mais que dois

PARA QUÊ, ENTÃO, O CASAL?

Por Joan Garriga*

Qual é então o sentido do casal? Por que razão somos impulsionados para ele? O que é que é possível viver, dar, esperar e obter da relação de casal?

Como já expliquei, uma das necessidades mais profundas dos seres humanos é a necessidade de pertencer, de estar em contacto, de sentir-se amorosamente unido com outras pessoas. Somos impulsionados para a relação de casal em primeira instância porque somos mamíferos e necessitamos do toque, do calor; porque somos seres vinculares, empáticos, amorosos, generosos e ao mesmo tempo necessitados. De sorte que vivemos habitualmente num estado de carência, de falta, ao mesmo tempo que de abundância e grandeza,  albergamos o desejo e a esperança de dar e receber e de encontrar através do outro um caminho de companhia e um aconchego existencial que nos nutra.

Se fossemos crocodilos, répteis de sangue frio, as nossas necessidades seriam outras, mas para um mamífero não há maior necessidade do que a de fazer parte de um colectivo e estar em contacto com outras pessoas. Ainda que talvez nada nos falte sob uma perspectiva espiritual, no plano das paixões humanas há algo que tem de ser acalmado, liberado ou preenchido: necessitamos encontrar a plenitude nas nossas relações e acalmar a nossa sede de dar e receber amor. Isto permite-nos transcender o eu: passar ao nós, à união.

Joan Garriga In El Buen Amor en la Pareja (2013). Ediciones Destino.

Tradução do espanhol por Eva Jacinto