O “Sim à vida” através dos pais e através dos antepassados é, para muitos pacientes, um processo difícil. Alcança-se através do assentimento aos pais tal qual como eles são e assentindo também à história da família em cujo seio nascemos. Este processo é conseguido independentemente do contacto ou da qualidade da relação com os pais ou avós. Ele é também um processo possível para quem não conhece nem os seus pais, nem as suas famílias, já que nele se pode assentir à sua própria pessoa, ao seu destino pessoal e à situação de vida na qual se encontra. (…)
A experiência mostra que frequentemente o primeiro passo para a solução de um problema ou para a cura de uma doença é o de assumir a parte de responsabilidade própria nesse tema. Segundo a minha observação, a força para este passo está relacionada com a disposição para assentir aos pais e à própria família de origem. Este “Sim” aos pais e à família é como um “Sim à vida” e para mim, como terapeuta, uma condição prévia para que eu concorde em realizar uma constelação com um paciente.
A minha experiência no trabalho com constelações com doentes é a de quando um paciente não está disposto a dizer “Sim” à sua situação actual, frequentemente sequer está disposto, ou não é capaz de aceitar aquilo que na constelação se mostraria como movimento em direcção à solução. Nestas circunstâncias, trabalho primeiro a capacidade e a disposição do paciente para este “Sim”.
Texto extraído de Stephan Hausner (2011). Aunque me cueste la vida: Constelaciones sistémicas en casos de enfermedades y síntomas crónicos. Alma Lepik Editorial
Tradução do espanhol por Eva Jacinto
